A entrada da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), na disputa por uma vaga ao Senado pelo estado de São Paulo estabeleceu um impasse político no palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo informações publicadas pelo Estadão, embora a filiação de Tebet ao PSB seja considerada avançada e dada como certa por integrantes da Executiva Nacional e aliados próximos, a ala paulista da sigla resiste à consolidação do nome sem garantias para lideranças locais.
O diretório estadual do PSB defende que o ex-governador Márcio França também integre a chapa para o Senado, sob o argumento de que ele possui bom desempenho em pesquisas, apoio de prefeitos e deputados, além de já ter sido preterido em disputas anteriores ao governo estadual.
A pretensão do PSB de ocupar as duas vagas disponíveis para o Senado em 2026 encontra obstáculos na articulação com o PT.
A legenda do presidente avalia lançar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), o que ampliaria a fragmentação da base aliada no estado. Como alternativa para acomodar as forças políticas, integrantes das siglas cogitam oferecer a Márcio França o posto de vice na chapa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao governo de São Paulo.
No entanto, a proposta não encontra entusiasmo interno devido ao favoritismo do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que detém 45% de avaliação positiva segundo o Datafolha.
Diante desse cenário, aliados paulistas do governo federal consideram a disputa pelo Senado mais viável, especialmente pela possibilidade de a direita lançar múltiplas candidaturas e fragmentar os votos.
Levantamentos eleitorais recentes sustentam as análises estratégicas dos partidos.
Na pesquisa do instituto Real Time Big Data, realizada nos dias 6 e 7 de março com 2 mil eleitores, Fernando Haddad aparece com 30% das intenções de voto em um dos cenários, seguido por Simone Tebet com 25%, Márcio França com 20% e Marina Silva com 18%.
O estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral. Simone Tebet formalizou sua pré-candidatura em agenda realizada na última quinta-feira, 12 de março, em Campo Grande.
Na ocasião, a ministra afirmou que a escolha por São Paulo foi uma sugestão do presidente Lula, com apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin, motivada pelo fato de os eleitores paulistas terem representado um terço de seus votos na eleição presidencial de 2022.
Uma reunião entre a ministra e o presidente Lula está prevista para a próxima semana para definir oficialmente os rumos da candidatura.
fonte: site midiamax
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